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AS DISTÂNCIAS MÉDIAS DOS PLANETAS AO SOL E ENTRE OS PLANETAS



Roteiro de Aula prática 
AS DISTÂNCIAS MÉDIAS DOS PLANETAS AO SOL E ENTRE OS PLANETAS



Indicação: alunos do 6º ano/5ª série do Ensino Fundamental
Objetivo Geral: perceber as diferentes distâncias dos planetas ao sol e entre os planetas
Conteúdo a ser trabalhado: Sistema Solar
Tempo necessário: 3 aulas


Conversando com o professor:

Nesta atividade prática você trabalhará a interdisciplinaridade, uma vez que se usará muita Matemática e raciocínio lógico para desenvolver os cálculos e Artes para dar beleza ao trabalho. Esta atividade prática poderá ser desenvolvida na própria sala de aula como também na quadra ou laboratório o importante e saber que os alunos trabalharão a maior parte do tempo em pé.
Esta atividade é recomendação da XII Olimpíada Brasileira de Astronomia realizada em 2010, onde foram feitas algumas adaptações para diminuição de custos.


Materiais utilizados

 10 Bolinhas de isopor de diferentes tamanhos (Para diminuir custos, use bolinhas de papel encapadas com fita adesiva)
 Barbante ou qualquer outro tipo de linha resistente
 Cola
 Tesoura
 Fita métrica e régua
 Calculadora
 Tintas coloridas e lápis de cor


Experimento

1 – Pinte 8 bolinhas conforme as cores dos planetas, 1 conforme o planetoide Plutão e uma para o Sol. Consulte as cores dos planetas em livros, revistas e na Internet.

2 – Com um lápis de cor qualquer faça um furo no centro de cada bolinha de modo a travessá-la.

3 – Faça os cálculos para a distância entre os planetas em quilômetros e depois transforme em centímetros. Use a tabelinha abaixo para fazer os cálculos.

4 – Coloque o Sol na ponta do Barbante passando o barbante pelo centro da bolinha e depois prendendo com cola.

5 – Usando a fita métrica e a régua vá colocando cada bolinha na sua posição do barbante observando a tabela com os cálculos, a ordem dos planetas e o tamanho de cada bolinha. Observe o desenho abaixo. Lembre-se que cada centímetro representa 20.000.000 quilômetros.



Figura 1 - As letras sobre os pontos (planetas) representam M(Mercúrio), V(Vênus), T(Terra), M(Marte), J(Júpiter), etc.


6 – Após colocar todas as bolinhas passe um pouco de cola nas laterais de cada uma para prendê-las totalmente no barbante.

7 – Se preferir corte pedacinhos de papel e escreva em cada um deles o nome dos planetas e do planetóide e cole sobre cada respectiva bolinha.

8 – Estique o barbante e observe as grandes distâncias entre os planetas e destes para o Sol. Comente.


Figura 2 - Tabela para cálculos: Entregue um fotocópia para cada aluno, observe que eles deverão calcular a 4ª e 6ª coluna.




Figura 3 - Imagem do Sistema Solar - Observe as possíveis cores e a ordem dos planetas.


Atividades sobre a distância média dos planetas ao Sol e entre os planetas

01 – Após fazer este experimento percebe-se que a distâncias entre os corpos no Sistema Solar são muito grandes. Para representar cada distância foi necessário usar uma escala. Faça um comentário explicando o porquê da escala em centímetros.

Resposta: O aluno deverá discutir a respeito das medidas de comprimento, dissertando sobre a passagem de quilômetros para centímetros e relatando sobre a questão de usar a escala de 20.000.000 Km ao invés de 10.000.000 Km.

02 – Qual a distância existente entre

a) o Sol e Plutão?

Resposta: 3,0 + 2,5 + 2,0 + 4,0 + 27,5 + 32,5 + 73,5 + 80,0 + 70,0 = 295 cm. O que equivale a 5.900.000.000 Km ( Observar última linha da 3ª coluna da tabela)

b) o planeta Mercúrio e o planeta Terra:

Resposta: 2,5 + 2,0 = 4,5 cm. O que equivale a 90.000.000 Km (Observar que neste caso não se considera a distancia entre o Sol e Mercúrio)

c) o planeta Júpiter e o planeta Urano:

Resposta: 32,5 + 73,5 = 106 cm. O que equivale a 2.120.000.000 Km. (Observar que neste caso conta-se os centímetros de Júpiter a Saturno e deste para Urano)

03 – Usando a fita métrica meça o comprimento de todo o experimento. O comprimento do experimento corresponde, de acordo com a escala, ao comprimento do Sol ao planetoide Plutão. Explique sua resposta.

Resposta: Não. Somando a distância entre o Sol e Plutão pela tabela encontra-se 295 cm o que multiplicando pela escala de 20.000.000 Km corresponde a 5.900.000.000 Km. Porém quando se mede o comprimento do experimento encontra-se um valor bem além de 295 cm, isso porque, ao medir de uma extremidade a outra considera-se junto os diâmetros de todas as bolinhas usadas no experimento.
Sendo assim:
Distância entre o Sol e Plutão = Comprimento total do experimento – soma do diâmetro de todas as bolinhas usadas


Espero que você tenha gostado! Lembre-se esta é somente uma  das aulas divertidas que estão no meu livro. Confira as outras.

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Viagem interplanetária - Projeto de Ciências

Viagem interplanetária


A atividade a seguir é sobre uma viagem interplanetária nos planetas do Sistema Solar. Para realização desta aula diferente é preciso dividir a turma em nove gupos, sendo, um grupo para cada planeta.
O professor precisa imprimir as fichas abaixo e distribuir uma por grupo.

Cada grupo apresentará para a turma seu planeta, falando suas características e curiosidades. O professor deve iniciar à atividade narrando o início da viagem interplanetária.


Nas noites de verão, quando não há uma única nuvem no céu estrelado, dá a maior vontade de sair passeando por aí? Pois vamos aproveitar o bom tempo para dar uma volta pela vizinhança... pela vizinhança interplanetária.
Vamos chegar mais perto e dar um passeio pelos planetas do Sistema Solar. Quase todos os planetas se dividem em dois grupos: quatro pequenos planetas rochosos perto do Sol (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e quatro planetas mais distantes, grandes e gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Muito pequeno e gelado, Plutão não entra em nenhum dos grupos e fica de fora da turma.
interplanetária



01 ) Saindo da Terra e indo em direção ao Sol, o primeiro planeta que encontramos é Vênus.
De vista até parece com a Terra, são mais ou menos do mesmo tamanho. Mas Vênus possui uma atmosfera irrespirável e é circundada por uma pesada nuvem, que torna sua superfície muito quente para que haja vida por lá (pelo menos é o que se acredita até hoje...).
Vênus também é o planeta que demora mais tempo para girar em torno de si mesmo no Sistema Solar.
Enquanto a Terra demora apenas um dia, Vênus leva 243 dias.
Sondas espaciais revelaram alguns mistérios do planeta: Vênus é cheio de crateras, montanhas e vulcões, e tem duas grandes planícies.
02) Chegamos a Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.
Esse pequeno planeta lembra a Lua, com sua superfície cheia de crateras.
Mas aqui o calor e o frio são insuportáveis, oscilando entre 430 graus Celsius no lado iluminado pelo Sol e -170 graus Celsius no lado escuro.
Quando a noite chega em Mercúrio, a temperatura cai muito, pois quase não existe atmosfera no planeta.
Por isso, vamos dar meia-volta, passar por Vênus e aproveitar para dar uma olhada de longe na Terra.


03) Quinto maior planeta do Sistema Solar, a Terra vista do espaço é uma esfera azul com manchas marrons e verdes (que são os continentes).
Ops, aí vem aí, o único satélite da Terra. Melhor seguir adiante.

04) Chegamos ao "planeta vermelho": Marte, o quarto planeta mais próximo do Sol e que, junto com os outros três, integra o grupo dos planetas rochosos do Sistema Solar.
Assim como a Terra tem seu satélite, a Lua, Marte também não está desacompanhado: possui dois pequenos satélites de formas irregulares, com nomes engraçados: Fobos e Deimos.
No século 19, os astrônomos acreditavam que Marte possuía sinais de vida, como marcas parecidas com canais de água e manchas escuras semelhantes a vegetação.
Hoje se sabe que as manchas de "vegetação" eram áreas de concentração da poeira vermelha, cor de tijolo, que cobre a maior parte do planeta.
Mas, em relação à, esses astrônomos estavam certos: em junho de 2.000, cientistas descobriram que existe mesmo água em Marte!

Embora não tenham encontrado nenhuma evidência de "vida marciana", os pesquisadores dizem que o planeta tem as condições necessárias para a existência de seres vivos.
E, em agosto de 2003, Marte passou "raspando" aqui na Terra! Em 60 mil anos, essa foi a ocasião em que o planeta vermelho chegou mais perto da gente.

05) O próximo planeta que encontramos pela frente é Júpiter.
É o primeiro dos planetas gasosos, ao lado de Saturno, Urano e Netuno.
Existem algumas características comuns a esses quatro planetas: são formados por elementos leves (diferente dos planetas rochosos, compostos de rochas e metais), possuem vários satélites e são bem grandes.
Júpiter é o maior dos planetas, "apenas" mil vezes menor que o Sol, e possui vários anéis e satélites.
Como sua rotação é muito rápida, formam-se fascinantes estruturas de nuvens.
A mais incrível é uma tempestade chamada de Grande Mancha Vermelha, uma coluna em espiral de nuvens aproximadamente três vezes maior que a Terra!


06) Depois do gigante Júpiter, encontramos Saturno.
E aqui o visual é deslumbrante, porque os anéis em volta do planeta formam um lindo espetáculo de cores.
O sistema de anéis de Saturno é muito fino, com menos de um quilômetro de espessura, mas se estende por mais de 420 mil quilômetros além da superfície do planeta.
Como se não bastasse, Saturno é também o planeta com maior número de satélites, mais de 20 identificados até agora.
Se não fosse inabitável para os seres humanos, seria um lugar bonito de se morar...


07) Desviando das belezas de Saturno, chegamos a Urano, o terceiro maior planeta do Sistema Solar.
Constituído por uma mistura densa de diferentes tipos de gelo e gás ao redor de um núcleo sólido, Urano possui uma atmosfera com traços de gás metano, responsável por sua cor azul-esverdeada.
É rodeado por 11 anéis, compostos pela matéria mais escura do Sistema Solar, e por 15 luas conhecidas, todas de gelo.
Pena que, ao contrário de Saturno, cujo sistema de anéis tem milhares de quilômetros de largura, os anéis de Urano são muito pequenos e difíceis de identificar.


08) Próxima parada: Netuno, oitavo planeta do Sistema Solar.
Quatro vezes maior do que a Terra, ele tem quatro satélites principais e, como Saturno, também possui anéis, que só foram detectados em 1977!
É o último dos grandes planetas gasosos, composto principalmente por hélio e hidrogênio.

A atmosfera possui grandes manchas, que na verdade são enormes tempestades que dão a volta no planeta com ventos de cerca de 2 mil quilômetros por hora!


09) Depois dele vem o minúsculo Plutão, o menor do Sistema Solar, que não se encaixa em nenhuma classificação anterior e possui apenas um satélite.
Tem uma órbita bem maluca e é difícil de ser compreendida, tanto que às vezes chega a entrar em órbita alheia, quer dizer, na órbita de seu vizinho Netuno. Plutão passa pela órbita de Netuno durante 20 anos dos 248 anos que leva para dar uma volta ao redor do Sol.
Descoberto somente em 1930, Plutão é o último planeta do Sistema Solar. Pelo menos até agora.
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Este blog é um trabalho voluntário e apaixonado que desenvolvo de forma complementar, desde de 2009, ao meu trabalho como docente e pesquisadora.

Fazer este espaço de educação e ciências se tornou um hobby e uma contínua fonte de capacitação profissional.

Todo material existente aqui é para ser usado por todos os professores e alunos que desejarem. Não havendo nenhum custo financeiro.

Fernanda Aires Guedes Ferreira

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